De tudo que estudamos nesta disciplina de Comunicação Online na Educação, a ideia de Aprendizagem colaborativa é a que mais me chama atenção. Destaco aqui a colocação de BEHRENS (2002):
Para que se trabalhe de maneira colaborativa com os alunos, é preciso que se tenha como referência uma prática embasada num paradigma emergente, numa aliança entre os pressupostos da visão holística (na busca de superar a fragmentação do conhecimento, vendo o aluno como um ser indiviso etc); da abordagem progressista (que visa à transformação social, pelo diálogo) e do ensino com pesquisa (onde professores e alunos produzam seus conhecimentos com criticidade), aliando a tudo isso, a tecnologia inovadora, como um recurso auxiliar para a aprendizagem.
Nessa citação podemos identificar 3 pontos chaves. O primeiro é o que rompe com o paradigma ocidental Cartesiano, de fragmentação das disciplinas, propondo uma visão holísitca. Essa visão compreende o sujeito como um ser integral. Para desenvolver essa visão é preciso empreender uma "reforma do pensamento", como propõe Edgar Morin nos seus livros A cabeça bem-feita e Os Sete saberes necessários à Educação do futuro. Ora, para enxergar o todo é preciso desenvolver o pensamento complexo, no seu sentido mais literal, do que é "tecido junto".
Outro ponto é a abordagem progressista, que concebe o sujeito como um ser ativo e o professor como mediador do processo de construção de conhecimentos e não apenas como transmissor de conhecimentos.
E ainda do caráter investigativo, da curiosidade epistemológica que Paulo Freire tanto incentivava. É preciso ter curiosidade para buscar o conhecimento, para se aproximar dele, para construí-lo, reinventá-lo. E aí está a possibilidade de construção de uma visão crítica, de colaborar para que as pessoas tomem consciência de si e do seu estar no mundo. E isso acontece por meio das interações, dos diálogos, dos espaços para entrelaçamentos de saberes, de afetividades, de vivências.
As novas tecnologias podem colaborar como ferramenta e estratégia pedagógica por conter justamente características que se assemelham aos pontos abordados acima; rompe com a linearidade do processo, proporciona interação e fomenta a investigação. Contudo destaco aqui o que considero ainda um grande desafio: Formar professores que se alinhem a essa "visão" e que estejam preparados para enfrentar as dificuldades e demandas do mundo tecnológico.
Aproveito para agradecer a UFMG pela oferta desta disciplina que em muito tem colaborado para apropriação de conhecimentos nessa área.
BEHRENS, Marilda Aparecida. Projetos de aprendizagem colaborativa num paradigma emergente. In: Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica. São Paulo: Papirus, 2002. em: A APRENDIZAGEM COLABORATIVA NO ENSINO VIRTUAL. Disponível em http://www.pucpr.br/eventos/educere/educere2005/anaisEvento/documentos/com/TCCI167.pdf. Acesso em 03 de dezembro de 2013, às 19:30.

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