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| Fonte da imagem: http://blog.fundedbyme.com/wp-content/uploads/2013/10/blogger-outreach-2.jpg |
Primeiramente, retomando a definição dada por Maria João Gomes (2005), há que se lembrar que a palavra blog é a abreviação do termo weblog, da língua inglesa, que aparentemente surgiu em 1997. De modo geral pode-se dizer que um blog é uma espécie de página da internet que tem como características principais sua constante atualização (por meio de mensagens denominadas posts) e sua organização cronológica. Segundo os autores brasileiros Di Luccio e Costa (2010), o blog pode ser encarado como um espaço textual revolucionário, sendo um exemplo onde se encontram as diversas mídias suportadas pela internet, conectadas, ou não, por informações textuais. Já Cairoli e Gauer (2009), de forma mais limitada, definem o blog como narrativas do eu na internet tendo em vista a utilização desta ferramenta muito utilizada por aqueles que desejam publicar algo pessoal no espaço cibernético.
Quanto às suas possibilidades educativas, por apresentar algumas características peculiares, como a possibilidade de comunicação, interação e construção coletiva, o blog tem sido utilizado de forma efetiva na educação, como uma alternativa de convivência e aprendizagem entre alunos e professores. Sendo assim, e retomando as palavras de Gomes (2005), verifica-se que a utilização dos blogs na educação pode ser distinguida entre o uso deles como “recurso pedagógico” ou como “estratégia pedagógica”, ou seja, no primeiro caso o blog poderia ser um espaço de disponibilização e/ou acesso às informações, enquanto no segundo caso essa ferramenta pode vir a ser um portifolio digital, um espaço de intercâmbio, colaboração, debate ou integração.
O que tais colocações nos mostram é que utilizando das potencialidades do blog, pode-se realizar um trabalho mais dinâmico e interativo que também acaba estimulando a criatividade e possibilitando a confluência das propostas docentes e dos interesses particulares de cada aluno. Por isso é extremamente importante que o docente esteja preparado e saiba quais são seus objetivos e possibilidades de trabalho, para poder problematizar e instigar suficientemente seus alunos sem se perder em meio às imensas possibilidades e caminhos.
Referências Bibliográficas:
Cairoli, Priscilla; Gauer, Gabriel Chittó (2009). A adolescência escrita em blogs. Adolescência e escrita , pp. 205-213. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/estpsi/v26n2/08.pdf
Costa, Ana Maria Nicolaci, Luccio, Flávia (2010). Blogs: De Diários Pessoais a Comunidades Virtuais de Escritores/leitores. Psicologia ciência e profissão, pp. 132-145. Disponível em:http://www.scielo.br/pdf/pcp/v30n1/v30n1a10.pdf
Gomes, Maria João (2005). Blogs: um recurso e uma estragégia educativa. In Actas do VII Simpósio Internacional de Informática Educativa, SIIE, pp. 305-311. Disponível em:http://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/4499
